Sebrae e BNDES formalizam investimento de R$ 103 milhões em cooperativas da Amazônia

  • 31/07/2026

    Sebrae e BNDES formalizam investimento de R$ 103 milhões em cooperativas da Amazônia




     

    O Sebrae anunciou, nesta quinta-feira (30), a assinatura do Coopera+ Amazônia em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com investimento de R$ 103 milhões, o projeto vai atender 50 cooperativas e cerca de 6 mil famílias — aproximadamente 12 mil pessoas — no Acre, no Amazonas, no Maranhão, no Pará e em Rondônia. A formalização libera o início das contratações de consultorias, serviços, equipamentos e demais ações previstas.

    O anúncio foi feito em transmissão online que reuniu representantes das 24 cooperativas selecionadas para o primeiro ciclo, além de integrantes do Sebrae no Maranhão, Pará e Rondônia e do BNDES. Do total investido, 97% serão financiados pelo Fundo Amazônia e 3% pelo Sebrae, com foco nas cadeias produtivas do babaçu, açaí, cupuaçu e castanha-do-brasil.

    A analista de Inovação e coordenadora do projeto Coopera+ Amazônia no Sebrae, Ana Carolina Westrup, afirmou que a assinatura transforma em realidade o planejamento construído com as cooperativas. “Tudo o que conversamos com as cooperativas vai começar a acontecer. Agora, vamos partir dos planos de melhoria elaborados com cada uma delas para iniciar as contratações das consultorias e das soluções necessárias”, disse.

    Segundo Ana Carolina, as ações poderão contribuir para o desenvolvimento de produtos, a abertura de novos mercados e a melhoria da infraestrutura produtiva. Ela ressaltou ainda que as cooperativas precisam compreender todo o seu potencial e participar ativamente das decisões e da construção do projeto, e não apenas receber serviços.

    Próximas etapas

    A próxima fase será uma imersão prevista para setembro, no Acre, reunindo representantes das 24 cooperativas participantes. O encontro servirá para promover a troca de experiências, discutir a governança do projeto e iniciar a formação do Fórum das Cooperativas, espaço em que as organizações poderão participar das decisões e da condução da iniciativa.

    Mais força para quem vive da floresta

    Entre as lideranças, o sentimento é de que o projeto representa uma oportunidade concreta para fortalecer os negócios, agregar valor aos produtos da sociobiodiversidade e ampliar a geração de renda sem abrir mão da preservação ambiental.

    Para Maria Domingas Pinto, da Cooperativa das Quebradeiras de Coco Babaçu de Itapecuru-Mirim, no Maranhão, a assistência técnica e os investimentos em equipamentos podem marcar um novo momento. “Nesse processo de produção e qualificação, vamos precisar de muitos equipamentos. Saber que teremos assessoria para identificar essas necessidades e a possibilidade de aquisição representa uma perspectiva muito positiva”, afirma.

    Em Rondônia, o presidente e fundador da Cooperativa Suruí de Desenvolvimento e Produção Agroflorestal Sustentável, Uraan Anderson Suruí, vê na iniciativa a chance de fortalecer a cadeia da castanha-do-brasil e ampliar o protagonismo dos povos indígenas na bioeconomia. “Acreditamos que os indígenas devem estar presentes em todas as etapas, desde a coleta na floresta até a comercialização. Quando a floresta gera renda, alimento e dignidade, ela passa a ser preservada como base da nossa sobrevivência e do nosso futuro”, destaca.

    Sobre o Coopera+ Amazônia

    Lançado em abril deste ano, durante a apresentação do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia, do governo federal, o Coopera+ Amazônia é executado pelo Sebrae em parceria com o BNDES para fortalecer o cooperativismo extrativista e impulsionar a bioeconomia na Amazônia Legal.

    Resultado da integração dos programas Coop+ Produtiva e ALI Coop, o projeto prevê acompanhamento técnico, diagnóstico, planejamento, consultorias especializadas, assistência técnica rural, aquisição de equipamentos, capacitação de lideranças e apoio à comercialização. Também serão desenvolvidas estratégias de inteligência de mercado, compras coletivas e agregação de valor aos produtos da sociobiodiversidade.

    Fonte: Com informações de Agência Sebrae


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